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tratamento

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__TRATAMENTO DA DEPRESSÃO__

 

Se a depressão é considerada, hoje em dia, uma doença que acomete o ser humano então, como qualquer outra doença, deve ser tratada pela medicina, que, felizmente, dispõe de recursos muito satisfatórios para este tratamento.

A especialidade médica responsável por este tipo de tratamento é a Psiquiatria. O Psiquiatra procura controlar a "Depressão" através de medicação e aconselhamento.

É sempre importante termos em mente que os sintomas ansiosos e físicos desaparecerão com o tratamento da depressão na maioria dos casos, sem necessidade de ansiolíticos (calmantes) e/ou medicamentos sintomáticos.

O paciente deve sempre ser muito bem orientado sobre os passos, o tipo e a natureza do tratamento a que está sendo submetido. Ele deve saber sobre a natureza dos medicamentos, suas ações e efeitos adversos, sobre o tempo previsto para sua ação terapêutica, bem como a previsão de tempo de uso.

 

Os principais objetivos do tratamento da depressão são:

  1. Eliminar os sintomas e restaurar a atividade psicossocial e ocupacional ao estado pré-sintomático;
  2. Reduzir a probalidade de recaída e recorrência;

 

O tratamento eficaz deve:

  • eliminar os sintomas;
  • melhorar o funcionamento ocupacional, interpessoal e conjugal;
  • reduzir o potencial de suicídio;
  • racionalizar recursos (reduzir o uso de serviços de saúde);
  • melhorar a evolução a longo prazo;

O tratamento ideal deve ser aceitável pela maioria dos pacientes, ser previsivelmente eficaz e produzir mínimos efeitos adversos.

 

Os tratamentos formais para a depressão são:

  • tratamento farmacológico, com medicamentos antidepressivos;
  • psicoterapia
  • combinação de medicamentos e psicoterapia;
  • eletroconvulsoterapia (ECT);

Cada modalidade de tratamento tem riscos e benefícios que devem ser cuidadosamente avaliados, na escolha da melhor opção para cada paciente.

O tratamento depende da gravidade dos sintomas. Basicamente, é feito com psicoterapia e antidepressivos. Normalmente, os medicamentos demoram de 10 a 15 dias para surtir efeito. Além disso, a terapia com remédios deve durar no mínimo seis meses.

AÇÃO DOS ANTIDEPRESSIVOS

O antidepressivo faz com que haja maior disponibilidade de neurotransmissores na sinapse. Para isso, o remédio pode atuar de duas formas:

 

  • bloqueando a ação da bomba de recaptação

 

  • bloqueando a ação da enzima que degrada os neurotransmissores

 

Os antidepressivos são drogas que aumentam o tônus psíquico melhorando o humor e, consequentemente, melhorando a performance psíquica de maneira global. Apesar de vários fatores contribuírem para o surgimento da depressão, entre eles destaca-se cada vez mais a importância da bioquímica cerebral.

A ação terapêutica das drogas antidepressivas tem lugar no Sistema Límbico, o principal centro das emoções. Esse efeito terapêutico é conseqüência de um aumento funcional dos neurotransmissores na fenda sináptica, principalmente da Norepinefrina, Serotonina e Dopamina, bem como alteração no número de sensibilidade dos neuroreceptores. O aumento de neurotransmissores na fenda sináptica pode se dar através do bloqueio de recaptação desses neurotransmissores no neurônio pré-sináptico, ou ainda, através da inibição da Monoaminaoxidase, a enzima responsável pela inativação destes neurotransmissores. Será, portanto, os sistemas noradrenérgico, serotoninérgico e dopaminérgico do Sistena Límbico o local de ação das drogas antidepressivas empregadas na terapia dos transtornos da afetividade.

 

Os antidepressivos subdividem-se convencionalmente em:

  1. Antidepressivos tricíclicos (ADT);
  2. Antidepressivos Inibidores Seletivos de Recaptação da Serotonina (ISRS);
  3. Antidepressivos Inibidores da Monoaminaoxidase (IMAO);
  4. Antidepressivos Atípicos;
  5. Não-seletivos;
  6. Seletivos;
  7. Outros

 

FASES DO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO

 

O tratamento da depressão inclui 3 fases:

  • Tratamento de fase aguda (por 6 a 12 semanas)
  • Tratamento de continuação (por 4-9 meses)
  • Tratamento de manutenção (por 1 ou mais anos)

 

O tratamento de fase aguda visa obter a remissão, isto é, ausência de sintomas e o retorno da atividade do paciente ao estado anterior à depressão. A remissão pode ocorrer espontâneamente ou com tratamento. Em geral, o tratamento abrevia o tempo para remissão. Se o paciente melhora com o tratamento, diz-se que houve uma resposta. Resposta com medicamentos antidepressivos é esperada em 2-4 semanas e remissão, em 1,5-3 meses.

Se os sintomas retornam, no período de 6 meses após a recuperação, em grau suficiente para preencher os critérios diagnósticos de depressão, diz-se que houve uma recaída ou recidiva. O tratamento de continuação visa impedir a recaída. No tratamento de continuação, o medicamento é mantido na mesma dose em que foi eficaz na fase aguda. Redução da dose ou descontinuação precoce pode produzir recaída. Se o paciente continuar assintomático por 6 meses, diz-se que houve recuperação. Após a recuperação, o tratamento pode ser interrompido.

Todos os pacientes tratados com medicação para um primeiro episódio depressivo devem fazer tratamento de continuação, após a remissão dos sintomas, mantendo a mesma dose que foi eficaz na fase aguda, para evitar recaídas. Por isto, a duração mínima do tratamento com antidepressivos é de 6 meses (fase aguda e continuação).

 

Alguns pacientes podem ter recorrência, isto é, um novo episódio depressivo após a recuperação total de um episódio anterior. Recorrências podem ocorrer até 2 anos após o término do tratamento de continuação, em até 50% dos casos após um episódio depressivo único. Após o segundo episódio depressivo, a recorrência chega a 80%. O tratamento de manutenção têm por objetivo impedir a recorrência. Pacientes com episódios depressivos recorrentes, devem fazer tratamento de manutenção por 1 ano ou mais, com a mesma dose eficaz na fase aguda, após o tratamento de fase aguda e de continuação.

Aproximadamente 50% dos pacientes com depressão têm recuperação completa, em 6 semanas de tratamento com qualquer medicamento antidepressivo em dose adequada.

Dos demais, a maioria apresenta alguma melhora, e necessita de ajuste de dose ou substituição do medicamento. Pacientes com comorbidade psiquiátrica, isto é, com outros transtornos mentais, como transtornos de ansiedade, uso de substâncias, transtorno de personalidade ou transtornos psicóticos, têm taxas menores de resposta ao tratamento antidepressivo. Para os que não apresentam remissão completa, recomenda-se substituição do medicamento ou tratamentos combinados.

 

Vinte a 40% dos pacientes com depressão leve a moderada respondem a placebo, em ensaios clínicos controlados. Respostas ao tratamento antes de 2 semanas provavelmente refletem um efeito placebo. Depressão grave dificilmente responde a placebo. Além disso, em geral quanto mais grave a depressão, maior a vantagem do tratamento farmacológico em relação ao tratamento psicoterápico, em termos de eficácia.

 

As causas mais comuns de falta de resposta ou remissão incompleta são dose inadequada do medicamento e/ou duração inadequada do tratamento. A maioria dos pacientes que não respondem adequadamente ao tratamento farmacológico em dose e duração adequadas podem responder a ECT.

A saída de um quadro depressivo se dá normalmente de forma gradativa, com altos e baixos como está representado na figura a seguir:

 

O QUE UM ORIENTADOR PODE FAZER POR MIM?

Quer seu orientador seja o médico da família, um psiquiatra, psicólogo ou outro profissional, o objetivo do aconselhamento será sempre o mesmo: ajudar a entender a depressão e desenvolver formas de lidar com ela. Seu orientador vai encorajá-lo a falar sobre si mesmo, seus problemas e suas relações. A orientação pode ser individual ou em grupo. Sua família pode ou não estar envolvida. Assim como os medicamentos, o aconselhamento não traz resultados imediatos. Seja paciente: você vai começar a descobrir novas formas de lidar com seus problemas dentro de algumas semanas.

 

ONDE BUSCAR AUXÍLIO?

Tenha em mente que também há outras fontes de auxílio: parentes ou amigos solidários, grupos de apoio ou o clero. Seu médico ou orientador podem recomendar materiais educativos que podem ajudar você e sua família. Finalmente, Você é uma fonte valiosa. Pode tentar exercícios leves, que melhoram o humor: comemore suas pequenas vitórias, como uma visita aos amigos; mantenha um diário, onde possa anotar suas melhoras no decorrer do tempo.

Entretanto, apesar de haver muita coisa a ser feita para tratar a depressão, o passo mais importante é o primeiro: buscar ajuda. A avaliação prévia de seu médico é crucial para o planejamento de um tratamento eficaz para você. E, se estiver deprimido, por favor, procure um médico hoje, para começar a se sentir melhor o mais rapidamente possível.

 

Você merece!

 

TRATAMENTO PSICOLÓGICO

O Psicólogo trabalha junto com o cliente (indivíduo/família), acompanhando-o em sua busca pessoal. Procura facilitar o processo de auto-percepção, o que passa tanto pelo racional como pelo corporal, na medida em que a consciência envolve sensações que se expressam e são captadas através dos sentidos. Em um processo psicoterapêutico ao mesmo tempo em que o cliente amplia sua percepção a respeito de si próprio, aumenta sua autoconfiança e capacidade de se orientar criativamente em seu meio na busca de seu equilíbrio.

 

ALIMENTOS PARA ESPANTAR A DEPRESSÃO

Você sabia que a alegria e a tristeza também têm sua origem bioquímica no laboratório que carregamos dentro de nós? Através da "Nutrição Inteligente" podemos dar uma "mãozinha" nessa bioquímica.

Alguns alimentos fornecem nutrientes e substâncias que participam da produção dos neurotransmissores, mensageiros químicos que favorecem a comunicação entre as células do Sistema Nervoso. Veja a seguir que alimentos você pode incluir no seu dia-a-dia e assim ajudar a espantar a depressão.

 

ATIVIDADE FÍSICA

Ela ajuda na resposta ao medicamento, ampliando a concentração de serotonina. Especialistas da Universidade do Texas investigam se os exercícios mais eficazes são de média ou alta intensidade. Professores da Faculdade de Educação Física e Esporte da USP criaram um programa para pacientes tratados com antidepressivos que inclui caminhada, exercícios localizados, alongamento e bicicleta. Na Universidade de Duke, nos Estados Unidos, um grupo com depressão leve e moderada foi submetido a 30 minutos na esteira, três vezes por semana. O resultado foi melhor do que o observado entre os que só tomavam remédio.

 

ACUPUNTURA

As milenares agulhas chinesas têm sido testadas em gestantes, já que o uso do antidepressivo na gravidez é controverso. A médica Rachel Manber, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, aposta na eficácia do método. A explicação: é possível que as agulhas modulem a produção de neurotransmissores. O diretor da Liga de Acupuntura da Faculdade de Medicina da USP, Daniel Pimentel, acredita que a técnica pode até substituir o remédio em idosos debilitados.

 

MEDITAÇÃO

"As pesquisas sobre o tema trazem conclusões promissoras", afirma a bióloga Elisa H. Kozasa, da Unidade de Medicina Comportamental do Departamento de Psicobiologia da Unifesp. Numa delas, a meditação associada à terapia cognitiva promoveu um alívio de sintomas equivalente ao dos fármacos, com a vantagem de apresentar índices bem menores de recaída. Num trabalho feito pela bióloga, 33 pessoas ansiosas, de 18 a 65 anos, tiveram uma redução da depressão e relataram bem-estar geral após meditarem diariamente por 20 minutos, realizando exercícios respiratórios na seqüência.

 

FITOTERAPIA

O hipérico (erva-de-são-joão) traz benefícios nas depressões leves. "Mas é importante ressaltar que se trata de um remédio como qualquer outro, com risco de interação medicamentosa", diz Renério Fráguas. Suspeita-se que reduza a eficácia da pílula anticoncepcional e, por isso, requer acompanhamento médico.

 

ELETROCONVULSOTERAPIA (ECT)

os polêmicos eletrochoques do passado foram modernizados e voltaram a ser adotados em situações graves, quando o paciente corre risco de suicídio e não responde a antidepressivos prescritos por um ano. Anestesiado, com os sinais vitais monitorados, ele recebe uma descarga elétrica de dois segundos, que provoca uma convulsão, aumentando a concentração de neurotransmissores ligados ao bem-estar. A psiquiatra Márcia de Macedo Soares, do Instituto de Psiquiatria da USP, garante que o procedimento é seguro, eficaz e tem sido indicado até para gestantes e idosos.

 

ESTIMULAÇÃO VAGAL

Reservada aos casos graves. Um aparelho elétrico semelhante a um marca- passo estimula o nervo vago (integrante do sistema nervoso autônomo), reequilibrando a atividade cerebral. O pequeno gerador é implantado cirurgicamente no peito do paciente e dele sai um fio, adaptado sob a pele do pescoço. Foi desenvolvido com base em estudos da acadêmica americana Helen Mayberg, que observou diferenças entre os níveis de atividade do cérebro dos deprimidos. Foi aprovado pelo FDA, órgão que controla medicamentos nos Estados Unidos. Custa até 20 mil dólares e não está disponível no Brasil.

 

ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA (EMT)

Utiliza ondas eletromagnéticas para provocar alterações na atividade das células nervosas. Um estudo liderado pela médica Raffaella Zanardi, de Milão, divulgado em janeiro, mostrou que o tratamento pode acelerar a ação dos antidepressivos. Hospitais universitários de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília já aplicam o método.

 

TERAPEUTAS RECOMENDAM BEIJO CONTRA DEPRESSÃO

O beijo é a melhor terapia, principalmente para superar a depressão, revelou uma organização britânica. O beijo "estimula a parte do cérebro que libera endorfina na corrente sangüínea, criando uma sensação de bem-estar", destacou a principal agência de terapia sexual britânica, Relate, com sede em Londres, e que no ano passado atendeu mais de 150 mil pessoas no Reino Unido para ajudá-los em suas relações de casal.

A endorfina é o opiáceo natural do organismo, cuja liberação no cérebro causa sensação de prazer, agindo como antídoto para a depressão.

 

FOTOTERAPIA

É o tratamento com luz, usado principalmente nos casos de depressão sazonal, já que a falta de luz é a causa do problema. Os pacientes são tratados com exposição à luz brilhante por curtos períodos durante o dia. É uma idéia simples que produz resultados impressionantes. Para implementar essa idéia precisa-se de equipamento especial.

Não é necessário olhar diretamente para a luz, mas é necessário ficar como olhos abertos, de modo que luz ilumine os dois olhos. O efeito da luz acontece através dos olhos e não da pele. Ainda não existe consenso sobre a hora ideal do dia para o tratamento.

 

A luz, entrando nos olhos, manda sinais para o cérebro, permitindo que vejamos o mundo. Nas últimas duas décadas, a pesquisa demonstrou que esse não é o único efeito da luz. A luz, com suficiente intensidade, manda sinais para a glândula Pineal, uma estrutura do tamanho de uma ervilha no cérebro, e para o Núcleo Supra Quiasmático localizado no Hipotálamo. Quando ativada pela luz intensa, a Pineal inibe ou libera a Melatonina, em hormônio que, quando liberado, nos faz sentir cansados. A luz também causa a liberação de Serotonina, um Neurotransmissor que controla o apetite, humor e energia. Embora os pesquisadores ainda não saibam exatamente e a relação entre os sintomas de SAD e a Melatonina e Serotonina, eles sabem que pacientes com SAD tem menos Serotonina e mais Melatonina no corpo durante um episódio depressivo do que pessoas que não estão deprimidas. Eles também sabem que a Fototerapia restabelece os níveis dessas duas substância aos níveis normais.

 

Veja os últimos estudos sobre a depressão: Descoberto gene responsável por depressão. Para maiores informações acesse http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1127468-EI296,00.html

 

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