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__TIPOS DE DEPRESSÃO__

 

A depressão pode ser classificada de acordo com a causa, com a presença ou não de um componente genético (história familiar), com os sintomas e com a gravidade do quadro. Nem toda depressão é igualzinha à outra. Só um psiquiatra ou outro profissional hibilitado pode identificar o tipo e prescrever o tratamento mais adequado. Os tipos mais comuns são:

  • DEPRESSÃO TÍPICA: ela se manifesta com todos os sintomas emocionais típicos, tais como apatia, desinteresse, ansiedade, tristeza, desânimo total, alterações no sono, aumento ou redução do apetite, diminuição do desejo sexual, dificuldades de concentração, irritabilidade máxima, caracterizando uma Inibição Psíquica Global, uma espécie de lentificação de todos os processos mentais, como uma preguiça cerebral geral. Algumas pessoas se queixam de dores no corpo, envelhecimento da pele e até unhas quebradiças. A depressão pode ser entendida como um estado afetivo rebaixado. Portanto, o que mais se constata na Depressão Típica é um cansaço ou inibição das atividades físicas e psíquicas tal como se houvesse uma perda de energia geral. Para as pessoas deprimidas todas as atividades parecem mais cansativas, difíceis e tediosas. Há um comprometimento do ânimo geral para tudo, inclusive para as atividades que deveriam dar prazer.

 

  • DEPRESSÃO ATÍPICA: é uma maneira disfarçada da depressão se apresentar. Isso acontece, normalmente,naquelas pessoas que não se permitem sentimentos sem motivo e, apesar de já terem ido a muitos consultórios médicos com as mais variadas queixas e de terem feitos inúmeros exames, continuam achando que a medicina ainda não conseguiu descobrir a causa de seus problemas. A pessoa não percebe que está deprimida e não tem a grande maioria das queixas contidas na Depressão Típica. Algumas pessoas acreditam ser obrigatório um motivo de vida para aparecer a depressão. Quando não detectam um motivo justo para sua depressão,acabam achando impossível manifestar um sentimento depressivo. Pensam que se estivessem deprimidos sem motivos e apesar das coisas estarem bem, seriam consideradas emocionalmente descontroladas.

Estima-se que até 40% dos portadores de depressão tem, como manifestação principal, a ansiedade. Como a ansiedade apresenta um quadro muito mais exuberante e conveniente que o sintoma depressivo, os deprimidos atípicos acabam se achando apenas ansiosos e não depressivos. Essa situação de ansiedade é reconhecida por muitos como sendo também um caso de esgotamento.

Podemos dividir a Depressão Atípica em dois grupos:

  1. com sintomas predominantemente físicos: quando os sintomas são de natureza física aparecem em qualquer órgão ou sistema, mas poderá haver sintomas psíquicos ao mesmo tempo.
  2. com sintomas predominantemente psíquicos: quando os sintomas se manifestam através de determinadas emoções que equivalem aos sentimentos depressivos, mas poderá haver sintomas físicos também.

 

  • DISTÚRBIO AFETIVO BIPOLAR (doença maníaco-depressiva): A mudança de humor é constante. Quem tem esse tipo de depressão pode estar cheio de enrgia, superagitado, eufórico e falante em um período e, em outro, irritado, triste e quieto. A libido aumenta. Além disso, a pessoa começa a desenvolver manias. O distúrbio afetivo bipolar resulta em oscilações entre a mania e a depressão. A fase maníaca caracteriza-se por exaltação, hiperatividade, participação em várias atividades, auto-estima elevada, tendência a se distrair facilmente e pouca necessidade de sono. A mania prejudica o raciocínio, a crítica e o comportamento social, podendo ocasionar graves conseqüências e constrangimentos, pois a pessoa em fase de mania se envolve facilmente em negócios mirabolantes e incertos ou em aventuras românticas e toma atitudes precipitadas e inadequadas. Se não tratada, a mania pode piorar, evoluindo para quadro psicótico (com delírios e/ou alucinações). Os episódios deste tipo podem durar desde vários dias até meses. Na fase depressiva o paciente demonstra inércia, perda da auto-estima, retraimento, tristeza e risco de cometer suicídio. Este tipo corresponde a cerca de 10% de todas as depressões.O transtorno bipolar freqüentemente é uma condição crônica recorrente (ocorre repetidamente).

 

  • DEPRESSÃO MAIOR OU UNIPOLAR: é uma desordem depressiva primária, endógena, e que não tem relação causal com situações estressantes, patologias orgâncias ou psiquiátricas, caracterizando-se por episódios puramente depressivos em períodos variáveis da vida do paciente geneticamente predisposto à doença. resultaria de uma inclinação inata determinada por fatores hereditários e bioquímicos que produziriam um distúrbio da neurotransmissão central, secundária a um déficit funcional de neurotransmissores (dopamina, noradrenalina e/ou serotonina) e/ou a uma alteração transitória de seus receptores ao nível do SNC. Durante o episódio, os sintomas depressivos são severos e intensos, impedindo o indivíduo de agir normalmente, havendo alto risco de suicídio se não tratado. Corresponde a cerca de 25% de todas as depressões.

 

  • DEPRESSÃO Menor OU DISTEMIA: é uma depressão crônica "mais leve", que costuma se manifestar ainda na infância. a pessoa com esse problema é comumente considerada "baixo-astral", melancólica, alguém que só vê o lado negativo das coisas, no estilo 'oh vida, oh azar'. Sé que está, na verdade, doente. Em geral, quem sofre de distemia tem auto-estima baixa. O paciente consegue funcionar socialmente mas sem experimentar prazer.

 

  • DEPRESSÃO REATIVA OU SECUNDÁRIA: surge emresposta a um estresse identificável como perdas (reações de luto), doença física importante (tumores cerebrais, AVC, hipo ou hipertireoidismo, doença de Cushing, LES, etc...) ou uso de drogas (reserpina, clonidina, metildopa, propranolol, promazina, corticosteróides, anticoncepcionais, hormônios tireoidianos, atropina, etc...). Corresponde a mais de 60% de todas as depressões.

 

DEPRESSÃO DURANTE A GRAVIDEZ E PÓS-PARTO:

Além dos sintomas comuns a uma depressão, a mulher tende a ter pensamentos pessimistas relacionados ao período ( coisas do tipo "não serei uma boa mãe" ou "posso machucar o bebê"). Quem teve um episódio de depressão pós-parto tem amiores chances de voltar a apresentar o problema em outra gravidez. A depressão pós-parto ocorre entre 2 semanas a 12 meses após o parto, com risco maior em mulheres com antecedentes de depressão. Considera-se que o parto ( e as mudanças que ele traz, hormonais e de vida) seja um potente estressor, desencadeando depressão em mulheres com tendência à mesma.

 

  • DEPRESSÃO MELANCÓLICA OU ENDÓGENA: forma grave, com acentuado retardo ou agitação psicomotora, anedonia, humor não reativo a estímulos agradáveis, despertar matinal precoce, sintomas piores de manhã.

 

  • DEPRESSÃO SAZONAL: é uma variedade que aparece somente no inverno, quando o período de sol é mais curto. Quem sofre desta categoria de depressão tem dificuldade para acordar durante a fase do frio, sente muito cansaço, não consegue se concentrar e enfrenta alterações de humor. Para completar, a intensidade da tensão pré-menstrual aumenta. É mais freqüente em países onde com inverno rigoroso, melhora com fototerapia (exposição diária prolongada à luz forte).

 

  • DEPRESSÃO COM SINTOMAS PSICÓTICOS: forma rara, porém, grave, com delírios e alucinações.

 

DIFERENTES ESTÁGIOS DA DEPRESSÃO

 

Basicamente, a depressão pode acontecer em três níveis:

  1. quando ela é leve, a pessoa sofre com os sintomas e diminui seu rendimento, mas, com grande esforço, consegue manter suas atividades sociais e seu trabalho;
  2. a depressão moderada conduz ao isolamento; a pessoa falha em seus compromissos, pode faltar ao trabalho e evita ocasiões de lazer e contato social;
  3. a forma profunda correspondente aos casos mais graves, nos quais o paciente geralmente abandona qualquer tipo de atividade, isola-se totalmente e permanece sentado ou deitado, sem reagir a nenhum estímulo;

 

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