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fatores internos

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ESTRESSE X FATORES INTERNOS

 

 

 

 

Corpo e mente são inseparáveis

 

Os avanços da investigação médica têm vindo a demonstrar que o velho aforismo "mente sã em corpo são" não é apenas uma frase de belo efeito. A saúde física tende a reflectir a saúde mental e muitas doenças relacionam-se intimamente com factores psíquicos. Ao perturbar a mente, o "stress" atinge o corpo. No seu livro, Mark Greener responsabiliza-o por males físicos de diversa ordem, que vão desde o enfraquecimento do sistema imunitário à hipertensão, passando por úlceras e enxaquecas.

 

Segundo Greener, num organismo em "stress", a actividade dos glóbulos brancos diminui, aumentando assim o risco de infecções. O "stress" pode igualmente afectar o coração. Na medida em que aumenta os níveis de adrenalina e gordura no sangue, a probabilidade da pessoa "stressada" sofrer um ataque de coração aumenta também. O mesmo se diga em relação aos acidentes vasculares cerebrais (AVC), a terceira causa mais frequente de morte, após o cancro e as doenças cardiovasculares. Como principal causa dos AVC, surge a hipertensão não controlada, para a qual o "stress" concorre em larga medida. Com efeito, é Greener quem o diz, "durante o «reflexo ataque-fuga», a pulsação aumenta e a tensão arterial sobe, pelo menos a curto prazo". No que respeita às úlceras, o "stress" parece contribuir para o aumento do ácido do estômago, um dos factores que origina aquele problema gástrico.

http://www.consumidor.pt/pls/ic/doc?id=240&p_acc=0&plingua=1&pmenu_id=1219

 

Resiliência reduz riscos de doenças e melhora a qualidade de vida

por Dr. Alberto D'Auria*

 

O estresse é uma realidade observada hoje nas mais diferentes áreas.

 

O problema está presente nos mais distintos níveis hierárquicos e se intensifica à medida que aumentam as responsabilidades, cobranças, pressão laboral, competitividade, estafante jornada de trabalho, entre outras características muito típicas do mundo globalizado. Diante disso, como manter a qualidade de vida e o equilíbrio emocional?

 

A resposta é simples: treinando a capacidade de cada indivíduo de desenvolver a resiliência. O termo vem da física e significa a capacidade humana de superar tudo, tirando proveito dos sofrimentos, inerentes às dificuldades. O profissional resiliente é aquele que recupera-se e molda-se a cada "deformação" (obstáculo) situacional.

 

O equilíbrio humano é semelhante à estrutura de um prédio, se a pressão for superior à resistência, aparecerão rachaduras (doenças e lesões, por exemplo). Dentre as mais diferentes doenças psicossomáticas que se manifestam no indivíduo que não possui resiliência, estão não apenas o estresse, mas doenças graves como a gastrite até a síndrome do pânico, incluindo ainda problemas como vaginites, doenças intestinais, hipertensão arterial, entre outros males.

 

Durante o ciclo de vida normal, é necessário o indivíduo desenvolver a resiliência para conseguir ultrapassar as passagens com "ganhos", nas diferentes fases: infância, adolescência, juventude, fase adulta e velhice, incluindo mudanças como de solteiro para casado.

 

O indivíduo que possui resiliência desenvolve a capacidade de recuperar-se e moldar-se novamente a cada obstáculo, a cada desafio. Se transportarmos o raciocínio para o dia-a-dia, poderemos observar que, quanto mais resiliente for o indivíduo, haverá menos doenças e perdas e mais desenvolvimento pessoal será alcançado.

 

Um indivíduo submetido a situações de estresse e que sabe vencer sem lesões severas (rachaduras) é um resiliente. Já o profissional que não possui resiliência é o chamado "homem de vidro", que se "quebra" ao ser submetido às pressões e situações estressantes. A idéia de resiliência pode ser comparada às modificações da forma de uma bexiga parcialmente inflada, se comprimida, adquirindo as formas mais diversas e retornando ao estado inicial, após pressões exercidas sobre a mesma.

 

A resiliência consiste em equilíbrio entre a tensão e a habilidade de lutar, além do aprendizado obtido com obstáculos (sofrimentos). Traduzindo em outras palavras, é atingir outro nível de consciência. Toda empresa deve se preocupar com a resiliência de seus profissionais, pois o indivíduo que não possui ou não desenvolve a resiliência, pode sofrer severas conseqüências, que vão da queda de produtividade ao desenvolvimento das mais diferentes doenças psicossomáticas.

 

Dicas para aumentar a capacidade de resiliência:

 

Mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade

Aprender e adotar métodos práticos de relaxamento e meditação

Praticar esporte para aumentar o ânimo e a disposição. Os exercícios aumentam endorfinas e testosterona que, conseqüentemente, proporcionam sensação de bem-estar

Procurar manter o lar em harmonia, pois este é o "ponto de apoio para recuperar-se"

Aproveitar parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a autoconfiança

Transformar-se em um otimista incurável, visualizando sempre um futuro bom

Assumir riscos (ter coragem)

Tornar-se um "sobrevivente" repleto de recursos no mercado profissional

Apurar o senso de humor (desarmar os pessimistas)

Separar bem quem você é e o que faz

Usar a criatividade para quebrar a rotina

Examinar e reflitir sobre a sua relação com o dinheiro

Permitir-se sentir dor, recuar e, às vezes, enfraquecer, para em seguida retornar ao estado original

  • Dr. Alberto D'Auria é ginecologista e superintentende de Saúde Ocupacional do Hospital e Maternidade São Luiz

 

http://carreiras.empregos.com.br/carreira/administracao/qualidade_de_vida/030203-resiliencia_alberto_dauria.shtm

 

 

 

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