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depressão e o stress

Page history last edited by PBworks 13 years, 9 months ago

__AS PRINCIPAIS DOENÇAS MODERNAS__

 

Depressão, stress, fobia, anisedade... Hoje em dia não é raro conhecer alguém que tenha sofrido de algum desses males. Conhecidos como transtornos da mente — e divididos em três categorias: transtornos afetivos, de ansiedade e alimentares — eles estão cada vez mais presentes no corrido dia-a-dia e já são identificados como as doenças da vida moderna.

Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) fez um alerta para o crescimento de doenças como depressão, ansiedade, fobia, anorexia, bulimia e outros transtornos da mente, que genericamente começaram a ser chamados de doenças modernas — seja pelo volume de informação atual, que permite o diagnóstico de muitos casos; seja pelo cotidiano cada vez menos saudável das grandes cidades; pela pressão social ou outros fatores. O fato é que tais transtornos acometem mais de 450 milhões de pessoas no mundo todo — estima-se que até 2020 o número chegue a 562 milhões — e respondem por 12,3% das causas de enfermidades e invalidez no planeta. Diante desses números de dimensão assustadora, surge a pergunta: é possível adotar práticas para se evitar tais doenças?

 

Em parte, sim. Os males modernos estão relacionadas diretamente ao estilo de vida . Hoje em dia, o indivíduo é cobrado e pressionado o tempo todo, seja no ambiente de trabalho, na família ou na roda de amigos. Quem não sabe filtrar e lidar com essa dinâmica estressante ou ainda tem uma pré-disposição em desenvolver algum transtorno com certeza vai incrementar as estatística. A afirmação é de Eduardo Figueira de Aguiar, professor de Psicologia dos cursos de Educação Física e Nutrição do Centro Universitário Municipal de São Caetano (IMES).

 

Segundo ele, a pressão sobre o indivíduo começa cada vez mais cedo: Hoje, um garoto de 17 anos, por exemplo, é obrigado a tirar boas notas na escola para passar no vestibular. Ao mesmo tempo ele precisa ter uma namorada, pensar em casamento, mas não pode deixar de ir para a balada com os amigos; e também ele necessita de um emprego que lhe dê possibilidade de pagar os estudos, estar sempre com roupa da moda, comprar quem sabe um carro, às vezes ajudar nas despesas da casa e por aí vai. Soma-se a tudo isso a importância de se ter uma alimentação balanceada, praticar exercícios físicos e ter uma boa estrutura familiar — dados do IBGE apontaram que a duração média dos casamentos brasileiros atingiu a marca de dez anos em 2002. "Não é fácil", resume Aguiar.

 

O psiquiatra Cyro Masci, de São Bernardo, chama atenção para outro fator: o da intolerância social. "O homem é um ser humano. O único jeito de ele crescer é enfrentar conflitos e desafios e com isso ele sofre. Hoje, porém, há uma intolerância quanto ao sofrimento. Criou-se o mito de que as pessoas precisam estar sempre felizes, sempre bem. Isso é impossível". Para exemplificar, ele aponta a seguinte situação: "se uma pessoa chega num barzinho para encontrar os amigos, meio cabisbaixo, cansado, tem logo alguém para diagnosticar que ela está com depressão e lhe ceder um Prozac (fluoxetina, medicamento de efeito antidepressivo). Não é assim que as coisas funcionam".

 

O professor de Psicologia do IMES Eduardo Figueira de Aguiar ressalta que a melhor maneira de se evitar os transtornos da mente é observar sempre o comportamento, e tentar mudar quando se sente que a interação social não está da maneira desejada. "Sair para falar bobagem e dar risada com os amigos, ter uma boa noite de sono, cuidar da alimentação, praticar exercícios físicos é muito importante. Além disso, no trabalho, por exemplo, as coisas não são estressantes por si só; tudo depende do caráter que a gente dá a elas. Às vezes é importante revermos nossos conceitos".

Hoje em dia, já está em prática nos Estados Unidos um "programa de treinamento de resolução de problemas" para prevenir a depressão. Primeiro, é ensinado que as pessoas precisam dividir o problema em partes e depois priorizar o que é mais urgente. Em seguida analisar como pode resolver aquilo, se vai contar com a ajuda de alguém ou não. E assim a coisa se resolve.

 

 

Quanto à ansiedade, ao stress e à fobia, o psiquiatra conta que o importante é não deixar o chamado sistema de alarme do cérebro funcionar exageradamente. "Se a pessoa fica sem comer durante muito tempo, por exemplo, faz com que o cérebro entenda que alguma coisa está errada, porque o alimento ainda não veio. Isso causa uma situação de alarme desnecessária". Segundo ele, é importante neste caso cuidar da respiração. "Inspirar e expirar o ar lenta e pausadamente, com tranqüilidade, antes do problema acontecer ou durante ele é fundamental".

 

Por fim, quanto aos transtornos alimentares do tipo bulimia ou anorexia, uma das saídas é perceber que essa cultura à magreza é inviável. "As pessoas precisam aceitar o corpo como é. Não tem essa de cair na besteira de achar que só é bonito quem é magro. Isso é irreal. Acumular gordura é uma função básica do organismo. Claro que sem exageros. Manter uma dieta saudável e equilibrada resolve tudo", diz Masci.

 

 

Tanto o professor de Psicologia do IMES Eduardo Figueira de Aguiar como o médico Cyro Masci concordam em afirmar: deve-se procurar ajuda sempre que sentir um nível de desconforto muito grande em relação a determinada situação ou quando as pessoas ao seu redor apontarem este problema.

 

"Antigamente as pessoas tinham mais resistências em ir a um psicólogo ou psiquiatra porque achavam que era coisa de doido. Este preconceito, felizmente, está acabando. Cuidar de uma doença da mente é como cuidar de qualquer outra", diz Aguiar.

 

Já Masci alerta para a importância de se consultar a um bom profissional. "O diagnóstico de um transtorno da mente requer uma conversa profunda com um especialista. Não adianta o psiquiatra falar durante dez minutos com o paciente e prescrever um medicamento que o problema estará resolvido. O tratamento, mesmo que com remédios, às vezes pode ser demorado e necessitar de cuidados e atenção especiais".

 

 

CARACTERÍSTICAS DE UMA PESSOA MENTALMENTE SAUDÁVEL

 

  • Está em paz com a própria identidade e com os sentimentos;

 

  • Está orientada para o futuro e é capaz de se manter produtiva;

 

  • Tem disposição mental que lhe permite conviver com o estresse;

 

  • É capaz de perceber a realidade sem distorções e manter a empatia;

 

  • É capaz de trabalhar, de amar, de se divertir ao mesmo tempo em que continua sendo uma pessoa eficiente na resolução de problemas;

 

Fonte: American Journal of Psychiatry

 

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