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aprendizagens

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O ESTRESSE X APRENDIZAGENS

 

 

Tânia Zagury

 

Até meados do século XX as escolas, do ponto de vista de métodos e técnicas de ensino, trabalhavam çquase homogeneamente. Fruto da busca de um método único que norteou durante bastante tempo a pedagogia, se baseava em um princípio muito simples: o professor ensina e os alunos aprendem. A relação era simples e cada um tinha seu papel bem definido. Depois de ensinar o professor verificava, mensalmente, por meio de provas escritas e, am alguns casos, orais, se os alunos tinham aprendido. Os que demonstrassem que sim, eram promovidos; os demais reprovados. Havia uma segunda chance para os que não tivessem bons resultados, uma segunda época, uma nova oportunidade de fazer a prova final.

Os pais (que podiam, é claro) principal socorro pedagógico da época, é que providenciavam aulas com professores particulares para sanar deficiências ou dificuldades de seus filhos, apontadas pelo boletim escolar. Caso fossem bem sucedidos na segunda época,eram promovidos; se não, permaneciam na série.

As etapas que os professores percorriam durante o ensino eram praticamente as mesmas, em qualquer disciplina ou série. Primeiramente dava-se a matéria nova; o segundo passo era a fixação através de exercícios na sala de aaula e em casa e o terceiro momento era a verificação da aprenzagem.

A busca de um método único, um ideal pedagógico que consumira décadas, não só terminou como passou a ser considerado inadequado didaticamente.

Atualmente, é importante utilizar variadas técnicas de acordo com as necessidades e características da clientela e da própria matéria e de cada aluno. Do ensino centrado no professor passou-se ao ensino centrado no aluno. No novo enfoque, são as características do aluno que determinam as experiências e atividades desenvolvidas em sala. A pedagogia do século XX modificou radicalmente a forma de ensinar(método). Foram mudanças que afetaram inclusive a organização física da sala de aula. As carteiras dos alunos, até então fixadas no assoalho, foram substituídas por mesas e cadeiras soltas, mais leves e móveis, para favorecer adaptações em função das variadas atividades que deveriam passar a fazer parte do dia-a-dia das salas de aula, como a pesquisa e o trabalho em grupo, e outras visando favorecer a interação e participação dos alnos.

Muitos erros ocorreram e continuam a ocorrer devido à compreensão equivocada e à informação superficial das novas metodologias, bem como das novas técnicas, que rapidamente se distanciaram dos propósitos dos autores. E,assim , mais uma variável contribuiu para a queda da qualidade do ensino, o uso inadequado das modernas técnicas de ensino.

Quando não se treina bem um profissional e se implanta um método novo, de execução muito complexa, é preciso ter cuidado, muito cuidado... Porque, senão, em vez de melhorar o que estava indo razoavelmente bem, estraga-se tudo de vez!

Aprender significa ampliar nossa consciência. Acrescentar, desenvolver, adquirir, conquistar. Tudo quanto fizermos nesse sentido será para sempre.(GASPARETTO, 2003, p. 67). O envolvimento emocional com os alunos é característica cultural brasileira onde o professor assume diversos papéis, diferentemente das propostas de outros países, onde o profissional realiza seu trabalho sem comprometimento emocional, mantendo regras rígidas, com apoio dos pais e sociedade.

 

”Um professor aborrecido com a escola por qualquer razão e um potente transmissor de abatimento para os alunos.” (WERNECK, 2000, p. 90). Em padrões mais antigos na educação, predominava o autoritarismo e o pouco espaço para a liberdade dos aprendizes. A educação neste espaço gerou um ressentimento e revolta, os caminhos seguiram estilo oposto, dando espaço demais para as crianças, em detrimento de suas próprias necessidades e desejos. Essa dedicação teve como conseqüência que elas não conseguiram desenvolver a noção de respeito e de consideração pelos demais, tornando-se tirânicas e prepotentes, ao colocarem seus próprios desejos em primeiro plano. Com isso, a noção do prazer tornou-se muito mais predominante do que a noção do dever; a retribuição, a solidariedade, a reciprocidade de cuidados e de esforço foram esquecidas.

 

Quando a criança se sente verdadeiramente entendida no que expressa, tem mais facilidade para entender o que os outros sentem e pensam. Dessa forma, desde cedo aprende a lidar com as diferenças [...]. (MALDONADO, 1996, p. 33).

 

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