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Antigamente como era tratado o estresse

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O ESTRESSE ANTIGAMENTE

Estresse é o jeito brasileiro de rebatizar o termo “stress”. O termo tem sido empregado associado a sensações de desconforto, sendo cada vez maior o números de indivíduos que se definem como estressados. Ao observarmos os sintoma acima descritos podemos concluir que o estresse sempre existiu, os fatores estressantes é que mudam conforme os tempos e sociedade em que se está inserido.

Hipócrates desde a Antigüidade já havia feito um estudo sobre a epilepsia e sua relação com o estado de fadiga, rompendo com o conceito reinante de que os males psicofísicos eram originados pela interiorização de aspectos demoníacos.Para Hipócrates, o percursor da psicologia médica, existem no homem situações patológicas em que o mental afeta o físico e vice-versa. A partir desse momento a humanidade passou a olhr com outra ótica a doença psíquica.

Desconhecendo formas de atuar com doenças de cunho predominantemente psicológico na Idade Média, os governos e a Igreja Católica - que naquele período histórico viviam uma simbiose, na maioria dos países europeus - passaram a enclausurar em hospícios, manicômioas e até em prisões, privando da liberdade, muitas vezes por toda a vida, as pesssoas que eram diferentes do padrão desejado, desde os desocupados, as prostitutas, as pessoas que se declaravam ateus, pessoas com distúrbios mentais e dos declarados como "endemoninhados". Todos eram assim expropriados de sua individualidade.

Foi através dos estudos realizados pelo Dr. Pinel que o Estado e a Igreja passaram a dar um melhor tratamento aos desatinados. Galeno jáhavia abordado alguns aspectos ligados ao fenômeno de somatização de doenças. Ele enfatiza em seus estudos que os processos emocional e social afetavam igulamente a saúde do indivídio, deixando-o prediposto e vulnerável á doenças físicas.

Primeiras Referências

As primeiras referencias ao termo “stress” com significado de “aflição” e “adversidade”, datam do século XIV. No século XVII, o vocabulário de origem latina passou a ser utilizado em inglês para designar “opressão”, “desconforto” e “adversidade”.

Hans Selye, médico endocrinologista, foi o primeiro cientista a usar o termo “stress” área da saúde. Suas investigações científicas foram realizadas em laboratórios, com animais, em 1936. Observou que o estresse produzia reações de defesa e adaptação frente ao agente estressor.

Síndrome Geral da Adaptação

A partir destas observações descreveu o Síndrome Geral de Adaptação (SAG), referente ao “conjunto de todas reações gerais do organismo que acompanham a exposição prolongada do estressor”, que é composta pelas fases de alarme, resistência e exaustão.

Primeiros Estudos do Estresse

"Hans Selye, cientista que estudou pela primeira vez o estresse, descreve uma resposta fisiológica generalizada ao estresse, nesta seqüência:

· A percepção de um perigo eminente ou de um evento traumático é realizado pela parte do cérebro denominado córtex; e interpretado por uma enorme rede de neurônios que abrange grandes partes do encéfalo, envolvendo, inclusive, os circuitos da memória;

· Determinada a relevância do estímulo, o córtex aciona um circuito cerebral subcortical, localizado na parte do cérebro denominada sistema límbico, através das estruturas que controlam as emoções e as funções dos sistemas viscerais (coração, vasos sangüíneos, pupilas, sistema gastrointestinal, etc.) através do chamado sistema nervoso autônomo. Estas estruturas são a amígdala e o hipotálamo, principalmente. A ativação dessas vias vai causar alterações como dilatação pupilar, palidez, aceleração e aumento da força das batidas cardíacas e da respiração, erecção dos pelos, sudorese, paralisação do trânsito gastrointestinal, secreção da parte medular das glândulas adrenais (adrenalina e noradrenalina), etc.; e que constituem os sinais e sintomas da ativação tipo luta-ou-fuga descritos por Cannon;

· Ao mesmo tempo, o hipotálamo comanda uma ativação da glândula hipófise, situada na base do cérebro, com a qual tem estreitas relações. No estresse, o principal hormônio liberado pela hipófise é o ACTH (o chamado hormônio do estresse), que, carregado pelo sangue, vai até a parte cortical (camada externa) das glândulas adrenais (situadas sobre os dois rins), e provocando um aumento da secreção de hormônios corticosteróides. Estes hormônios têm amplas ações sobre praticamente todos os tecidos do corpo, alterando o seu metabolismo, a síntese de proteinas, a resistência imunológica, as inflamações e infecções provocadas por agressões externas, etc. O seu grau de ativação pode ser avaliado medindo-se a quantidade de cortisol no sangue.

· Essa descarga dupla de agentes hormonais de intensa ação orgânica: de um lado a adrenalina, pela medula da adrenal, e de outro, os corticóides, pela sua camada cortical, levaram os cientistas a caracterizar essas glândulas como sendo o principal mediador do estresse."

"Mas, é principalmente a nível de coração, ou mais precisamente, a nível das coronárias, que o estresse pode ser um matador silencioso.

Uma ativação repetida e crônica do sistema nervoso autônomo, numa pessoa que já tenha problemas de lesão da camada interna das artérias coronárias (arteriosclerose), provocadas por fumo, gordura excessiva na alimentação, obesidade ou colesterol elevado, etc., vai levar a muitos problemas, tais como:

· Diminuição do fluxo sangüineo adequado para manter a oxigenação dos tecidos musculares cardíacos (miocárdio). Isso leva à chamada isquemia do miocárdio, que é acompanhada de dores no coração (angina), principalmente quando se faz algum esforço, e até ao infarto do coração (ataque cardíaco), provocado pela morte das células musculares do coração, por falta de oxigênio. A adrenalina tem o poder de contrair esses vasos, agravando o problema de quem já os tem com o diâmetro reduzido pelas placas. O resultado para essas pessoas pode ser até a morte, que muitas vezes acompanha um estresse agudo.

· Outros problemas comuns são a ruptura da parede dos vasos enfraquecidos pela placa aterosclerótica, ou a trombose (entupimento completo do vaso coronariano). Um pequeno coágulo (trombo) pode desencadear uma cascata de coagulação, que também pode levar à morte. O nível elevado de adrenalina também pode provocar alterações irregulares do ritmo cardíaco, denominadas de arritmias ("batedeira"), que também diminuem o fluxo de sangue pelo sistema cardiovascular.

 

Outros Sintomas

 

No campo clínico (somático) os distúrbios ainda ditos 'neuro-vegetativos' são comuns: quadro de astenia (sensação de fraqueza e fadiga), tensão muscular elevada com cãibras e formação de fibralgias musculares (nódulos dolorosos nos músculos dos ombros e das costas, por exemplo), tremores, sudorese (suor intenso), cefaléias tensionais (dores de cabeça provocas pela tensão psíquica) e enxaqueca, lombalgias e braquialgias (dores nas costas e nos ombros e braços), hipertensão arterial, palpitações e batedeiras, dores pré-cordiais, colopatias (distúrbios da absorção e da contração do intestino grosso) e até dores urinárias sem sinais de infecção.

O laboratório clínico fornece outros detalhes indicativos da intensa ativação patológica no estresse: aumento da concentração do sangue e do conteúdo de plaquetas (células responsáveis pela coagulação sangüínea), alteração do nível de cortisol, alterações de catecolaminas urinárias e alterações de hormônios hipofisários e sexuais, além dos aumentos de glicemia (açúcar no sangue) e colesterol, este por conta do LDL, ou o 'mau colesterol'."DR. VLADIMIR BERNIK, Médico psiquiatra (pela AMB/ABP e pelo CFM). Coordenador da Clínica de Estresse de S. Paulo - http://www.epub.org.br/cm/n03/doencas/stress.htm

 

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